Perder gordura: o que falta saber?

Estamos uma vez mais na época do Verão e este ano, um ano mais, voltamos a ter pessoas a procurar a consulta de nutrição em Maio, Junho e até em Julho para “perder gordura” e ter o corpo com que sonham. Não há nada de mal nenhum nisso, até é possível que seja nesta altura que lhes seja mais fácil arrancar num plano adequado e estruturado porque têm mais horas de sol, estão mais bem humoradas e têm menos “tentações” à mesa (ex:. comidas pesadas). Mas… quer perder gordura para o Verão ou construir o corpo em que vai viver muitos 365 dias?  Continuar a ler

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Vitaminas, minerais e fitonutrientes: quando suplementar?

A evidência científica sobre os benefícios da suplementação com micronutrientes é relativamente escassa e um dos motivos passa pela dificuldade de separar o efeito da alimentação da acção de uma dose extra através de suplementos. Parâmetros como a biodisponibilidade, o estado desse indivíduo nesse nutriente e a sua ingestão através da alimentação influenciam de forma significativa o efeito , a par do próprio estilo de vida do indivíduo. E as pessoas não são todas iguais, a necessidade de um indivíduo pode ser completamente distinta e de outro, se já o observamos a nível macro imagine a nível de microcomponentes. Por isso mesmo suplementar nem sempre é uma boa ideia antes de saber o porquê , o como e o quando.  Continuar a ler

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Índice Glicémico: a verdade da mentira

Os hidratos de carbono são o nutriente mais visado como causa da compulsão alimentar, do ganho de peso, da diabetes, etc. São de facto um grupo de substâncias particularmente complexo com efeitos e funções relativamente distintos e talvez por isso seja mais fácil apontar o dedo do que compreender. O primeiro que deve saber e ter na ponta da língua é que, não importa quantas substâncias estejam incluídas no grupo dos hidratos de carbono, o nosso cérebro só utiliza uma e é a mesma que é medida como indicador de bom estado metabólico porque é a que circula no sangue – glicose/glucose. Daí os termos: glicemia e índice glicémico.  Continuar a ler

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Ter ou não ter um Personal trainer?

O investimento que fazemos no nosso estilo de vida nem sempre é muito valorizado. Parece que tudo é caro. Uma consulta é cara, uma mensalidade de ginásio é cara, a comida saudável parece toda cara (e então compramos com desconto na zona low cost). Não me leve a mal, mas é aí que começa o problema… não dar valor suficiente à sua saúde e bem-estar. Isso não quer dizer que tenha de gastar muito dinheiro mas tem de encontrar uma estratégia para ter como prioridade ter o que o seu corpo realmente merece. E não acredito que mereça low cost.  Continuar a ler

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Jejum intermitente: dieta ou…apenas um horário diferente?

Uma das regras que parecia ser de pedra e cal nos bons hábitos alimentares era a de que devemos comer cada 2h30-3h30 e não saltar refeições, sobretudo o pequeno-almoço que se diz ser a mais importante do dia. O Jejum intermitente veio contrariar esta lei universal e trazer muitas mudanças na metodologia de fraccionamento alimentar. Continuar a ler

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Dieta dos pontos: quando tudo se resume à matemática

O défice energético é um requisito essencial num plano de emagrecimento mas a forma como é conseguido pode ser tão diversa que não há limites para a imaginação. A dieta dos pontos é um exemplo disso mesmo, mais uma forma de limitar a ingestão energética do indivíduo estabelecendo um valor limite de pontos por dia de acordo com algumas características da pessoa. Continuar a ler

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Dieta da Zona? Qual zona?

A Dieta da Zona na verdade não é mais do que uma distribuição específica de macronutrientes e por acaso foi das primeiras a sugerir a importância de reforçar a proteína na alimentação assim como da gordura e sobretudo gorduras boas. A proporção que a “Dieta da Zona” implica é de 40% de hidratos de carbono, 30% proteína e 30% de gordura.  Continuar a ler

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A dieta Dukan: a dieta das estrelas?

Não há nada melhor para vender um livro do que dizer que fala da dieta seguida por uma “estrela de Hollywood”. A Dieta Dukan foi vista assim… Basicamente não é nada mais do que uma dieta com um teor de hidratos de carbono muito baixo com fases, porque todos gostamos de “fases”.  Continuar a ler

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Dieta Atkins: modelo original

A Dieta de Atkins revolucionou de forma significativa a visão que as pessoas tinham sobre a gordura e mudou o alvo das acusações para os hidratos de carbono.

Este modelo prometia transformar o corpo numa máquina de queimar gordura através de um plano alimentar rico em gordura! A dieta de Atkins é uma dieta essencialmente hiperlipidíca e talvez a origem dos modelos cetogénicos criados mais tarde.

Neste modelo, a ingestão de hidratos de carbono totais era extremamente limitada (idealmente abaixo das 20g) e o indivíduo devia alimentar-se de alimentos ricos em proteína mas sobretudo em gordura:

  • Ovos
  • Queijo
  • Carne e produtos cárneos (incluindo bacon, presunto)
  • Molhos (maionese)

Robert Atkins criou, em 1972, o verdadeiro motivo para um pequeno-almoço muito inglês com ovos mexidos e bacon. Num dia normal, o indivíduo chegava a ingerir por dia 60-70% das suas calorias através da gordura o que num plano de 2000kcal podia significar valores como 155g de gordura por dia (~30g porções).

A grande desvantagem deste modelo prende-se com a reduzida lista de alimentos permitidos, a par de fases de indução extremas que consistiam em ingerir apenas gordura durante 24-72h para sair do ponto de estagnação. Conheço quem tenha passado um dia a comer azeite… Actualmente, o novo modelo inclui ainda toda uma linha de produtos destinados a cumprir o plano alimentar e tem fases de indução menos extremas.

Não vamos negar à partida as vantagens inerentes a modelos de baixo teor de hidratos de carbono para um indivíduo com menor sensibilidade aos mesmos. Por isso esta abordagem até pode ser válida em casos específicos. A comunidade científica questiona-se apenas sobre evidência sobre o que é necessário a nível de restrição de hidratos de carbono.

A Atkins é uma very low carb high fat diet na sua essência, no entanto importa esclarecer que limitar os hidratos de carbono a números e não distinguir a sua natureza pode ser uma grande desvantagem do ponto de vista de qualidade nutricional. Neste modelo, todos os hidratos de carbono são contabilizados o que torna também difícil a contagem de alimentos que pouco ou nenhum contributo energético teriam como as hortaliças.

A adesão fácil a este modelo prende-se precisamente com a capacidade de um indivíduo saber quando não está a cumprir, o que facilita e muito a compliance sobretudo numa população em que a consistência seja um factor limitante.

Se tem de ser Atkins ou um modelo mais avançado, deixamos para as descrições de outros modelos similares (ex:. Scivation cut diet).

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Dietas: a verdade nua e crua

Nesta nova rubrica vou abordar a origem, os princípios, a “vantagem” e a “limitação” de cada “Dieta”. Espero poder explorar os mais importantes dos últimos 10-15 anos e sobretudo explicar o porquê de alguns destes modelos terem influenciado algumas das correntes actuais sobre alimentação.

Não pretende ser um bota abaixo até porque algumas até ensinaram uma nova visão sobre os alimentos. As crenças que se tinham formado até então começaram a ser desfeitas e as pessoas começaram a interessar-se mais por “novas teorias” que antes pareciam ridículas.

A verdade é que, na sua maioria, estes modelos foram criados nos EUA o que nos levanta uma questão simples:

Tanta dieta, tanta teoria e continua a ser o país com maior incidência de obesidade no século XXI?

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