Dieta dos pontos: quando tudo se resume à matemática

O défice energético é um requisito essencial num plano de emagrecimento mas a forma como é conseguido pode ser tão diversa que não há limites para a imaginação. A dieta dos pontos é um exemplo disso mesmo, mais uma forma de limitar a ingestão energética do indivíduo estabelecendo um valor limite de pontos por dia de acordo com algumas características da pessoa.

Parece uma utopia não é verdade? Alguns queixam-se tanto tempo da matemática e usam a calculadora até para uma conta simples e agora contam pontos dos alimentos para poderem seguir esta dieta matemática.

Este modelo criou oportunidades sem fim em marcas que desenvolveram produtos alimentares com a indicação de pontos que aquela refeição fornece. Mas acima de tudo ficam na retina as tabelas com alimentos sem fim e a pontuação de cada um. Eis um Exemplo.

À semelhança do que acontece nos modelos actualmente conhecidos como “Macros” ou “Plano nutricional”, este modelo permite ao indivíduo comer de tudo desde que acerte na pontuação o que pode levar a escolhas alimentares menos equilibradas.

Pode chegar ao ponto em que uma refeição de fast food satisfaz logo 80% dos pontos diários e a pessoa pode passar o dia a comer alimentos zero pontos (sobretudo verduras como a alface e o agrião).

Essencialmente, este método não permite uma aprendizagem sobre como combinar e escolher adequadamente os alimentos de acordo com o seu valor e interesse nutritivo e deixa a escolha ao critério da pessoa. Abre ainda porta a um forte interesse comercial tanto em alimentos embalados como na própria restauração que poderia adequar a sua publicidade a este modelo. Uma das marcas mais conhecidas desenvolvida com base neste modelo foi a Weight Watchers.

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