Vitaminas, minerais e fitonutrientes: quando suplementar?

A evidência científica sobre os benefícios da suplementação com micronutrientes é relativamente escassa e um dos motivos passa pela dificuldade de separar o efeito da alimentação da acção de uma dose extra através de suplementos. Parâmetros como a biodisponibilidade, o estado desse indivíduo nesse nutriente e a sua ingestão através da alimentação influenciam de forma significativa o efeito , a par do próprio estilo de vida do indivíduo. E as pessoas não são todas iguais, a necessidade de um indivíduo pode ser completamente distinta e de outro, se já o observamos a nível macro imagine a nível de microcomponentes. Por isso mesmo suplementar nem sempre é uma boa ideia antes de saber o porquê , o como e o quando. 

As necessidades em vitaminas, minerais e fitonutrientes são satisfeitas por bons hábitos alimentares e de estilo de vida, no entanto pode haver um gatilho para surgir alguma carência quando:

  • O indivíduo altera as suas escolhas alimentares, por qualquer motivo como a falta de tempo ou maior apetite por alimentos processados e transformados. Diminui a  ingestão de micronutrientes devido à alteração dos hábitos alimentares;
  • As necessidades aumentam devido a factores extrínsecos como o stress profissional, problemas emocionais que alterem o humor e promovam ansiedade e até a própria actividade científica. Aqui a ingestão pode ser a mesma, mas o indivíduo não compensou com o aumento de necessidades;
  • Os alimentos, mesmo quando bem escolhidos, não têm o que esperamos. Há vários motivos para que tal aconteça, destacamos 3: processamento, tempo de armazenamento e agricultura extensiva. Aqui a ingestão pode ser adequada mas as fontes não estão a ir ao encontro do que pretendemos.

 

Partindo destes pressupostos, a necessidade de suplementação é:

  1. Personalizada
  2. Variável ao longo do tempo
  3. Um complemento da alimentação

 

O problema é que muitas pessoas têm sintomas claros de carência nutricional e consideram “normal” porque sempre se sentiram assim. São sintomas muitas vezes ignorados porque parecem consequência de hábitos de vida mas que vão agravando o bem-estar e a produtividade da pessoa até ao ponto de afectarem a saúde. Eis alguns exemplos mais comuns:

  • Dores de cabeça
  • Obstipação
  • Cãibras, espasmos ou contracturas musculares
  • Alterações de memória, foco e concentração
  • Varizes ou dificuldades no retorno venoso (pernas pesadas, cansadas) mesmo quando passa o dia sentado/a

Por isso mesmo, quando procura uma suplementação em micronutrientes, é essencial fazer uma avaliação cuidada e adequada com um profissional de nutrição e não “tomar por tomar”. Uma análise cuidada vai poder identificar:

  • as necessidades urgentes
  • as oportunidades de melhoria que podemos tentar retocar com a alimentação
  • uma tendência que pode ser algo temporário mas em que devemos manter a atenção (ex:. retenção de líquidos,  dores articulares)

Adicionalmente, nesta matéria não é muito boa ideia “Poupar” e comprar barato. Na escolha de um suplemento de vitaminas, minerais, ácidos gordos, etc. deve ter em conta que há parâmetros com grande impacto na absorção e eficácia do suplemento:

  • Fonte da matéria prima
  • Biodisponibilidade
  • Presença de contaminantes, excipientes, etc.
  • Metodologia de toma

 

Vitamine a sua saúde, não tome “como o melhoral”. O objetivo passa por corrigir défices que sejam urgentes, melhorar a sua alimentação e manter a atenção nas alterações que surgem normalmente devido ao stress que pode surgir na vida pessoal e profissional.

 

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